30 de maio de 2021 12:05Bruna Lima

Durante a sessão de depoimento do diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas, o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), tentou atacar o Governo Federal ao denunciar um suposto ato “contraditório” no investimento de compras das vacinas AstraZeneca, e não um investimento exclusivo na CoronaVac.

A CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, mostrou níveis de eficácia menor que outras vacinas do mercado, além de ainda não ter obtido aprovação de agências sanitárias da União Europeia e nem mesmo da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Ainda segundo Aziz, o teórico “boicote” à CoronaVac se dá por razões ideológicas.

O diretor Dimas Covas chegou a dizer que a Europa não usa a CoronaVac, mas que o fato não significa que não “reconheça” a vacina, e disse esperar que a OMS reconheça em breve o imunizante e que ele comece a ser distribuído pela iniciativa Covax Facility.

Leia também: Diretor do Butantan presta depoimento à CPI da Pandemia.

Em resposta a Eduardo Girão (Podemos-CE), Covas disse que CoronaVac apresenta proteção imunológica superior a 85%, podendo chegar a 100%:

Conforme o Terça Livre noticiou, em janeiro deste ano, o próprio Instituto Butantan declarou que o imunizante produzido em parceria com a China tem apenas 50,38% de eficácia contra a Covid-19.

Outro estudo divulgado nos últimos dias ainda apontou que a eficácia da vacina para pessoas maiores de 70 anos é de apenas 42%, somente após a aplicação da 2ª dose.

Já as vacinas da AstraZeneca e Pfizer demonstram nos dados mais de 65% de eficácia, chegando até a 90%.

Apesar de criticar suposto atraso na disponibilização de vacinas, Indagado por Humberto Costa (PT-PE), Dima Covas disse que a vacina não teria abortado a 2ª e a 3ª ondas sozinha, sendo ainda necessárias outras ‘medidas de contenção do vírus.’

O assunto esteve na pauta do Boletim da Noite desta quinta-feira (27).

Ao comentar as críticas de Omar Aziz, o vereador de Belo Horizonte-MG Nicolas Ferreira (PRTB) pontuou que os senadores de oposição, bem como outros políticos, são favoráveis apenas à “ciência da conveniência.”

“Nós temos aí uma torcida a favor daquilo que lhes convém, não daquilo que, de fato, seja a ciência”, declarou o vereador.

O jornalista Polibio Braga também comentou sobre o lobby financeiro que envolve as questões da saúde, entre elas a disponibilidade de vacinas.

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