28 de maio de 2021 – Brehnno Galgane

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O Facebook, nesta quarta-feira (26), anunciou que suspendeu a proibição de censurar conteúdos sobre as origens da Covid-19 e teorias sobre sua possível criação em laboratório.

“À luz das investigações em andamento sobre a origem da Covid-19 e em consulta com especialistas em saúde pública, não removeremos mais de nossas plataformas as alegações de que a Covid-19 foi feito pelo homem”, disse um porta-voz do Facebook em um comunicado.

“Continuamos a trabalhar com especialistas em saúde para acompanhar a evolução da natureza da pandemia e atualizar regularmente nossas políticas à medida que novos fatos e tendências surgem”, acrescentou o porta-voz.

A Big Tech, ainda em fevereiro deste ano, declarou que retiraria do ar as postagens que contivessem o que chamou de “informações falsas sobre Covid-19”. A empresa possui uma política de proibir o que considera desinformação sobre a pandemia do vírus chinês, afirmando ainda que removeria contas, páginas e grupos que violassem seus termos.

A decisão de mudar as diretrizes da plataforma ocorre depois que o Dr. Anthony Fauci, especialista em doenças infecciosas, admitiu que “não está convencido” de que a Covid-19 se desenvolveu naturalmente, e pediu uma investigação mais profunda sobre suas origens.

Os primeiros relatos envolvendo infectados pela Covid-19 apareceram na cidade Wuhan, na China, no final de 2019. Após mais um ano de investigações inconclusivas, há fortes indícios de que o vírus teria vazado de um laboratório do Instituto de Virologia Wuhan.

Após a declaração do Dr. Fauci, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ordenou que a Comunidade de Inteligência (CI) dos EUA aumentasse os esforços para investigar as origens do vírus.

“Depois que me tornei presidente, em março, pedi ao meu conselheiro de segurança nacional que encarregasse a Comunidade de Inteligência de preparar um relatório sobre a análise mais atualizada das origens da Covid-19, incluindo se surgiu do contato humano com um infectado animal ou de um acidente de laboratório”, disse Biden.

“Essas movimentações de censura eu enfrento há muito tempo, não me surpreende o que está acontecendo agora nas redes sociais, agora mais recentemente com grande força. Por parte dos gestores do Facebook, Twitter, YouTube, Instagram. Eu tenho página em todos eles e sou censurado quase que diariamente”, declarou o analista político Políbio Braga durante o Boletim da Noite desta quinta-feira (27).

“Falar, por exemplo, do tratamento precoce, da existência do kit Covid, é praticamente impossível. Quando faço algum comentário sobre tratamento precoce no YouTube, sou imediatamente censurado, nas outras plataformas também. Isso tem ocorrido de uma maneira discricionária, autoritária, comunista, inaceitável. É por isso que agora estou torcendo muito para que o presidente Bolsonaro leve a cabo a elaboração desse decreto que já vem sendo comentado, para impedir que esses serviços, que, na verdade, são plataformas onde são alojados os perfis das pessoas e das empresas. É como se fosse uma empresa telefônica querendo censurar, por exemplo, o seu usuário, falando o seguinte: ‘Você não pode falar pela minha linha telefônica o que está falando’”, analisou Braga. 

“A liberdade de imprensa não pode ser atacada como está sendo neste momento, não só pelos ditadores de plantão, mas também por esses serviços, eles precisam se comportar como plataforma. Quem estiver inconformado com o que eu estiver dizendo, existem inúmeros recursos, todos eles de caráter judicial”, concluiu o analista político.

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