O novo secretário de Segurança Urbana de São Paulo, Orlando Morando, manifestou sua oposição ao uso de câmeras corporais pela Guarda Civil Metropolitana (GCM).
Oposição às câmeras corporais pela GCM
O secretário de Segurança Urbana de São Paulo, Orlando Morando, deixou claro seu posicionamento contrário ao uso de câmeras corporais pela Guarda Civil Metropolitana (GCM). Segundo Morando, a GCM não deve ser vista como uma força de segurança, mas sim como uma guarda patrimonial.
Para ele, isso justifica a ausência de necessidade em investir em dispositivos de gravação que, segundo ele, não se alinham com o papel da corporação.
Morando argumenta que a GCM tem uma baixa letalidade, o que torna o uso de câmeras corporais desnecessário. Ele acredita que esses dispositivos poderiam ser mais adequados para forças de segurança que atuam em situações de maior risco e confronto. Essa visão reflete uma tentativa de reclassificar a função da GCM e enfatiza a importância de uma abordagem mais focada em proteção patrimonial e comunitária.
Além disso, o secretário ressaltou que sua administração buscará outras formas de modernizar a segurança urbana sem depender do uso de câmeras corporais. Ele defende que o foco deve ser em soluções que garantam a segurança da população de maneira eficaz e que respeitem as características específicas da GCM.
Aumento de câmeras de monitoramento em São Paulo
Apesar de sua oposição ao uso de câmeras corporais, o secretário Orlando Morando planeja um aumento significativo no número de câmeras de monitoramento em São Paulo. O objetivo é elevar a quantidade de câmeras de 23 mil para 40 mil, incorporando tecnologia de reconhecimento facial. Essa iniciativa faz parte do projeto Smart Sampa, que visa modernizar a segurança urbana e aumentar a eficácia das operações de monitoramento na cidade.
Morando acredita que a expansão da rede de câmeras de monitoramento é essencial para garantir a segurança pública e melhorar a resposta a incidentes. Com o uso de tecnologia avançada, a expectativa é que a GCM possa atuar de forma mais proativa, identificando e respondendo rapidamente a situações de risco.
Além disso, o secretário mencionou a importância de um convênio recente com o governo federal, que permite o acesso a dados sobre veículos irregulares. Essa colaboração é vista como um passo importante para integrar informações e fortalecer a atuação da GCM em sua função de guarda patrimonial.
Morando também destacou que a implementação do programa Noite Tranquila, que busca aumentar a presença de segurança nos finais de semana, será complementada por essa expansão das câmeras de monitoramento. Dessa forma, a administração municipal pretende não apenas aumentar a segurança, mas também melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, reduzindo a sensação de insegurança nas comunidades.
Conclusão
Em resumo, a postura do secretário de Segurança Urbana de São Paulo, Orlando Morando, em relação ao uso de câmeras corporais pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) reflete uma visão mais ampla sobre o papel da corporação na segurança pública.
Ao considerá-la como uma guarda patrimonial, Morando busca direcionar os investimentos em segurança para onde realmente são necessários, priorizando a modernização através do aumento de câmeras de monitoramento na cidade.
A expansão para 40 mil câmeras com tecnologia de reconhecimento facial é uma estratégia que visa não apenas aumentar a segurança, mas também integrar dados e melhorar a resposta a incidentes.
Com iniciativas como o programa Noite Tranquila, a administração de Morando demonstra um compromisso em garantir um ambiente mais seguro e tranquilo para os cidadãos de São Paulo.
Portanto, enquanto o debate sobre a eficácia das câmeras corporais continua, a abordagem do secretário enfatiza a importância de adaptar as soluções de segurança às necessidades específicas da cidade, promovendo uma gestão mais eficiente e responsável.












