Daniel Vorcaro aparece nas mensagens recuperadas pela PF como articulador de um grupo chamado “A Turma”, apontado por levantar dados sigilosos e intimidar alvos — quem eram os envolvidos e como as ações eram combinadas? Acompanhe os principais trechos e evidências.
Quem é ‘A Turma’ e como o grupo operava para levantar informações
As mensagens recuperadas pela PF mostram um grupo chamado ‘A Turma’, ligado a Daniel Vorcaro.
Composição do grupo
O núcleo tinha líderes que coordenavam as ações e falavam com outras pessoas.
- Havia policiais, ativos e aposentados, com acesso a informações oficiais.
- Existiam intermediários que pediam dados e repassavam para terceiros.
- Um núcleo de hackers cuidava da parte técnica e do acesso remoto.
Métodos usados para levantar informações
O grupo usava acessos indevidos ao sistema ePol, que registra ocorrências policiais.
Também aplicavam engenharia social, pedindo senhas ou se passando por colegas.
Hackers invadiam contas ou exploravam falhas para obter dados sigilosos.
Conversas em aplicativos e troca de prints ajudavam a distribuir o material.
Como as ações eram combinadas
Pedidos, provas e cobranças apareciam em grupos de mensagens e notas pessoais.
Decisões eram tomadas de forma rápida e pelos líderes do grupo.
Algumas ações tinham alvo claro e tinham caráter de intimidação.
Provas reunidas pela investigação
A PF recuperou chats, backups e registros de acesso que mostram as trocas.
Esses arquivos indicam ligações entre operadores, policiais e o núcleo de hackers.
As evidências ajudam a traçar quem pedia dados e quem os entregava.
Ligações com policiais (ativos e aposentados) e acessos indevidos ao sistema ePol
Relatos mostram que policiais, ativos e aposentados, tiveram papel em acessos ao ePol.
Quem acessava o sistema
Alguns agentes usavam credenciais próprias para consultar ocorrências e dados pessoais.
Outros dividiam logins com intermediários para repassar informação rápida.
Há indícios de policiais aposentados funcionando como ponte entre os grupos.
Métodos de acesso indevido
- Troca de senhas e compartilhamento de contas entre pessoas.
- Engenharia social: fingir ser colega para obter credenciais.
- Uso de acessos remotos ou redes que burlavam controles.
- Hackers exploravam falhas e forneciam dados ao grupo.
Dados consultados e riscos
Consultas alcançavam ocorrências, números telefônicos, endereços e relatórios sigilosos.
Essas informações podiam ser usadas para intimidar ou pressionar alvos.
Como as provas aparecem na investigação
Registros de acesso mostram horários e contas usadas no sistema.
Mensagens e backups recuperados ligam policiais e quem pediu os dados.
Auditorias internas ajudam a rastrear consultas fora dos padrões esperados.
Núcleo de hackers, ataques cibernéticos e os alvos de intimidação
O núcleo de hackers era responsável por invasões e extração de dados sigilosos.
Métodos usados nos ataques cibernéticos
- Phishing: mensagens falsas que enganam a vítima para revelar senha ou dados.
- Malware: programas maliciosos instalados em dispositivos para coletar informações discretamente.
- Exploração de falhas: encontrar brechas em sistemas para obter acesso não autorizado.
- Login compartilhado: credenciais trocadas entre policiais, intermediários e operadores do grupo.
Muitas invasões miravam sistemas como o ePol para obter ocorrências e dados.
Alvos e formas de intimidação
Os ataques miravam jornalistas, advogados, autoridades e alvos específicos de intimidação.
Doxxing significa expor dados pessoais online para pressionar ou envergonhar a vítima.
Material roubado era compartilhado em grupos para criar ameaças e chantagem.
Coordenação entre hackers e o grupo
Os hackers recebiam pedidos de membros do grupo para alvos ou buscas específicas.
As comunicações mostram troca de prints, instruções e provas de acesso conseguido.
Algumas invasões eram vendidas ou repassadas a outros integrantes por pagamento.
Evidências técnicas reunidas pela investigação
A PF achou backups, logs de acesso e arquivos de chats que comprovam ações.
Os logs mostram IPs, horários e contas usadas para entrar nos sistemas.
Peritos correlacionaram esses indícios com pedidos feitos por integrantes do grupo.
Conclusão
As mensagens e provas apontam que o grupo “A Turma” atuava com policiais e hackers. O material mostra acessos indevidos ao ePol, engenharia social e invasões para obter dados sigilosos. Esses atos resultaram em intimidação e pressão sobre alvos diversos.
A investigação revela falhas nos controles e no uso de credenciais. Auditorias e limites de acesso são essenciais para proteger dados. A transparência e responsabilização ajudam a reduzir riscos e a recuperar confiança pública.
Fonte: Poder360.com.br











